sábado, 12 de março de 2011

ZAQUEU – UM HOMEM QUE DESPERTOU

Você já deve ter lido algumas vezes o relato sobre o encontro entre Zaqueu e Jesus. Zaqueu era um homem rico, um coletor de impostos para o governo de Roma em Jericó.

Os judeus consideravam os Publicanos como traidores e desprezíveis pelo fato de estarem ajudando Roma a extorquir Israel. O caráter dos publicanos não era dos mais confiáveis, porque eles geralmente cobravam grandes somas de dinheiro, além do estipulado por Roma em benefício próprio.


O sistema de recolhimento de impostos era sujeito a abusos, Roma franqueava ao publicano uma determinada área, pela qual ele seria responsável para arrecadar impostos, ao publicano era estipulada à quantia anual que deveria ser recolhida, mas os coletores cobravam taxas bem superiores ficando com o excedente.
Alguns coletores aceitavam suborno dos ricos diminuindo a taxa deles e sobrecarregando os pobres para compensar. O povo se sentia massacrado com tantos impostos.


Os judeus não aceitavam o fato de que um irmão estivesse trabalhando para usurpadores. Para alimentar a realização de seus sonhos ambiciosos o Império Romano precisava de uma grande soma de dinheiro para a manutenção dos exércitos, a construção de anfiteatros, estradas. Era altamente dispendioso alimentar as ambições de Roma e para encher seus cofres os romanos cobravam pesados impostos.

Inevitavelmente, Zaqueu sentia a pressão daquela situação. Convivia com o ódio dos judeus. Ele tentou ser aceito ganhando posição e dinheiro, mas logo descobriu que continuava a ser rejeitado, porque por ser judeu não era aceito pelos romanos e por estar ajudando a Roma não era amado pelos judeus. Na ânsia de buscar aceitação de ambos os grupos, terminou encontrando o desprezo total.

Essa rejeição deve Ter provocado feridas profundas nele e em sua família. No seu interior Zaqueu sofria com o isolamento, ELE DESCOBRIU QUE O DINHEIRO NÃO PODIA COMPRAR O AMOR. FOI NESTE CONTEXTO, QUE ZAQUEU COMEÇOU A OUVIR SOBRE JESUS.


AQUI COMEÇAMOS A PERCEBER OS VALORES DE ZAQUEU


1) ELE RECOBROU A VISÃO DA IMPORTÂNCIA DE DEUS E DE SUA FAMÍLIA(v. 3a)

“Procurava ver quem era Jesus...”. ·A nossa vida é resultado da maneira como vemos a Deus. A maneira como pensamos, como decidimos, como optamos, como escolhemos, como priorizamos, Nossos valores, nossa conduta depende da maneira como vemos a Deus, o que Ele significa para nós e o que significamos para Ele. ”.


2) NÃO SE INIBIU COM SUAS LIMITAÇÕES(v. 3-4)

Zaqueu era baixo e não podia ver a multidão.

Porém, ele não desistiu de seu alvo. Ele queria ver Jesus e procurou os meios através dos quais poderia alcançar seu objetivo.

Muitas pessoas desistem facilmente, basta um obstáculo. Se você quer alcançar seu objetivo, tem que vencer as limitações tem que encarar as dificuldades sem medo.
Se você quer a bênção de Deus, não desista quando os obstáculos surgirem.


3) OLHOU NA DIREÇÃO CERTA(v. 4b)

“... Ali havia de passar...” Já pensou se ele fosse para a árvore errada.

Há muita gente desejando ver, mas olhando na direção errada.

Para alcançarmos o que necessitamos não é necessário ser Grande; Importante; Muito inteligente. A ÚNICA COISA NECESSÁRIA É OLHAR NA DIREÇÃO CERTA.


4) ENXERGOU ALÉM DO QUE VIU(v. 8-9)

Zaqueu viu que quem estava ali não era um simples profeta, ou um mestre, mas o Messias.
Zaqueu podia haver hospedado Jesus, Ele ter ido embora e tudo haver continuado como antes, MAS VIU ALGO PARA ALÉM DA PRESENÇA DE JESUS, VIU A POSSIBILIDADE DE SALVAÇÃO.

Muitas pessoas não conseguem enxergar mais do que estão vendo.

5) INVESTIU NAQUILO EM QUE CREU(v. 8)

Zaqueu entendeu que havia algo que cabia a ele fazer. Há muita gente que quer alcançar o que necessita, mas não investe para isso.

Se você tem um objetivo, uma visão, um projeto, HÁ ALGO QUE VOCÊ PRIMEIRAMENTE TEM QUE FAZER: INVESTIR NISSO.

Sendo homem rico e conhecido em Jericó não temeu o ridículo, diante de uma limitação física, ele subiu em uma árvore.


Ao subir na árvore Zaqueu estava confessando diante de todos, que reconhecia que Jesus era mais importante do que o seu dinheiro e a sua posição.

VOCÊ TERIA CORAGEM DE SE EXPOR E SE DESPOJAR DESTA FORMA DIANTE DE TODOS SABE QUAIS FORAM OS RESULTADOS DESSE ESFORÇO DE ZAQUEU?


1) JESUS O VIU

É isso que chama atenção de Deus. Busca de coração, não só de mente.
Os nossos esforços e a nossa busca não passam desapercebidos aos olhos de Jesus, Jesus o chamou pelo nome e esta foi uma forma de começar a curá-lo, pois todos o conheciam como o cobrador de impostos, o publicano, mas Jesus não chamou Zaqueu pelo rótulo imposto pela sociedade, Ele o chamou pelo nome, honrando-o diante dos olhos de todos.

Se você precisa de Jesus na sua vida, em sua casa, demonstre isso.


2) JESUS TRANSFORMOU ZAQUEU(v. 8)

Este poder transformador não está no dinheiro, no prestígio, no lucro, na fama. Esse tipo de transformação só acontece quando estamos com Jesus, assentados com Ele, O ouvindo.


3) JESUS SALVOU A CASA DE ZAQUEU(v. 9-10)

A salvação não foi só de um homem, foi de toda a família. A salvação chegou para a casa toda. Ele veio salvar o perdido. ALGUMA COISA SE PERDEU EM SUA VIDA, EM SUA CASA?

Pastor Neifer Melo

terça-feira, 8 de março de 2011

DIFERENÇA ENTRE SEGUIDOR E DISCÍPULO

O seguidor espera pães e peixes, o discípulo é um pescador.

O seguidor luta por crescer; o discípulo luta por reproduzir-se.

O seguidor se ganha; o discípulo se faz.

O seguidor gosta de afago; o discípulo gosta do serviço e do sacrifício.

O seguidor entrega parte de seus desejos; o discípulo entrega sua vida.

O seguidor espera que lhe apontem as tarefas; o discípulo.

é solicito em tomar a responsabilidade.

O seguidor quase sempre murmura e reclama; o discípulo obedece e nega a si mesmo;
O seguidor reclama que o visite;o discípulo visita.

O seguidor vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.

O seguidor sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer a igreja ideal.

O seguidor diz: "Que bonito!” o discípulo diz: "Eis-me aqui"

O seguidor espera por um avivamento na igreja; o discípulo é parte do avivamento.
O seguidor é forte soldado na trincheira de defesa; o.

O seguidor é valioso; o discípulo é soldado invasor da trincheira do inimigo

O seguidor é condicionado pelas circunstancias; o discípulo as aproveita Para exercitar a fé.

O seguidor é valioso; o discípulo é indispensável.

PEDIDO DE ORAÇÃO

AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO

AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO

Lembre-se de que não há razão para que aquele pecado seja entendido de forma diferente da que a Bíblia apresenta: um casal que desobedece a uma ordem direta de Deus e come um fruto real. Infelizmente, até hoje, muitos pensam ser essa uma “história da carochinha” e que a verdade quanto ao primeiro pecado tem a ver com sexo. A Bíblia deixa muito claro que Adão e Eva já desfrutavam da intimidade sexual antes da queda e que essa intimidade era ordenada e abençoada pelo Senhor Deus, não era um relacionamento sujo ou impuro.

Mas, continuemos o estudo de onde paramos, e tratemos dos acontecimentos que sucederam a queda do homem. Creio que o texto a seguir retrata bem a nova situação: Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? (Gn 3.7-9). Veja que a primeira conseqüência da queda foi a destruição dos relacionamentos (lembre-se de que o homem foi criado para se relacionar com Deus e com o mundo criado).

O primeiro relacionamento rompido foi do ser humano consigo mesmo, ou seja, sua auto-estima foi afetada. Ele olhou para si mesmo e – pela primeira vez – não gostou do que viu. Note que antes de pecar, sua aparência não o incomodava, mas, agora, antes de dizer ou tomar qualquer outra atitude, ele se preocupa em disfarçá-la. Isso fica fácil de compreender se lembrarmos que fomos criados originalmente à imagem e semelhança de Deus. Era por isso que o homem, antes de pecar, não tinha qualquer problema com sua auto-estima, ele era o reflexo do próprio Criador! Entretanto, a queda tira-lhe essa condição e torna-o envergonhado e complexado.

É curioso como ninguém está satisfeito com a sua aparência. Quem tem os olhos claros, por exemplo, gostaria que eles fossem escuros e vice-versa; quem nasce com cabelos lisos, gasta dinheiro todo mês para torná-los cacheados, e, por outro lado, quem tem o cabelo cacheado desejaria que este fosse liso. Conheço ainda muitas pessoas que não gostam sequer de se olhar no espelho, porque se acham esquisitas. Isso é reflexo da quebra de nossa auto-estima, a destruição do primeiro nível de relacionamento do ser humano. Na conversão, essa relação deve ser restaurada, pois o Espírito Santo reconstrói em nós a imagem e semelhança do Pai. É por isso que não pode haver espaço em nosso eu para complexos e traumas depois que somos feitos novas criaturas em Cristo Jesus: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2 Co 5.17).

O segundo nível de relacionamento que foi afetado em decorrência da queda é o interpessoal. Nem é preciso estender-me muito para demonstrar como as relações humanas estão deturpadas, basta atentar para alguns sinais mais do que visíveis em qualquer sociedade. A violência é um deles, fazendo prevalecer sempre a vontade e os interesses do mais forte, e não do mais justo. A exploração do próximo em benefício de si mesmo, o engano, a deslealdade, o desrespeito e uma infinidade de outras características semelhantes têm marcado a humanidade desde aquele fatídico dia.

Um dos aspectos mais afetados nessa área, certamente, foi o do relacionamento sexual. Nem é preciso descrever coisa alguma para se perceber quão deturpadas estão as sociedades em relação ao sexo. Desde as mais permissivas, como as do Ocidente, que fomentam todo tipo de impureza, até as castradoras e opressoras, que transformam a atividade sexual legítima em um fardo. Creio que o texto bíblico refere-se aos aventais que Adão e Eva fizeram para si, exatamente para retratar a deturpação dos relacionamentos, dos quais o sexual é, seguramente, o mais intenso e íntimo.

Quando nos convertemos, nossos relacionamentos têm de ser consertados. A Palavra nos exorta a nos darmos bem com todos que se relacionam conosco: Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens (Rm 12.18). Até com nossos inimigos precisamos agir de modo diferente: Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais?

Não fazem os publicanos também assim? Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.43-48). O apóstolo Paulo, aplicando esse ensino do Mestre, diz: Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça (Rm 12.20).

Quanto ao relacionamento conjugal, a Bíblia toda está repleta de orientação para o povo de Deus ser mais que vencedor na área em que, infelizmente, o diabo ainda reina entre aqueles que não aceitaram ao Senhor Jesus como Salvador. Em nosso estudo por meio da Palavra, abordaremos cada uma dessas orientações, mas só para demonstrar como Deus deseja que o casal usufrua das bênçãos que Ele criou (quem instituiu o sexo foi Deus, e não Satanás), veja o que o Senhor diz ao esposo: Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente (Pv 5.18,19). E, no Livro de Cantares, a esposa diz ao seu amado: Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho (Ct 1.2). Acho que isso ilustra bem o que Deus pensa do relacionamento sexual legítimo, devidamente restaurado.

Por fim, a terceira relação quebrada por causa do pecado foi a comunhão com Deus. Ora, se o homem fora criado exatamente para relacionar-se com o Senhor, se essa era a razão que lhe dava sentido para existir, coisa alguma lhe devia dar mais prazer do que estar na companhia do Criador. Mas o que o texto diz que aconteceu? Assim que o homem desobedeceu à ordem do Senhor e comeu do fruto proibido, em vez de prazer, ele teve medo de Deus e fugiu de Sua presença.

O Senhor Jesus veio ao mundo para nos resgatar, pois estávamos todos perdidos, fugindo do Senhor: Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos (Is 53.6). A conversão nada mais é do que o reencontro com o Senhor Deus. É quando reconhecemos que nossa forma de viver era, até aquele ponto, contrária à vontade dEle, assim como a atitude de nossos primeiros pais o foi. Mas, em Jesus, queremos mudar de vida e voltar a ter plena comunhão com Deus, não somente fazendo o que Ele manda, mas também recuperando a posição que seria nossa desde a criação, e que nos foi roubada pelo inimigo.

Quando temos nossa relação com Deus restaurada, tornamo-nos naquilo que o Senhor planejou que fôssemos desde o princípio: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas (Ef 2.10). Dentre essas obras, está a de desalojar o diabo de nossa vida e da de todos aqueles que nos rodeiam. Foi para isso que fomos constituídos em Igreja, para continuar o que o Senhor Jesus começou: O qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (At 10.38b).

No próximo estudo, veremos como o Livro de Gênesis demonstra a deterioração do mundo criado e as soluções que o nosso sábio Deus encontrou para resolver tudo isso. Até lá.


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